Home Mídia Artigos "Defesa e Segurança - Os pilares da soberania nacional", por Vagner Costa Fernandes
"Defesa e Segurança - Os pilares da soberania nacional", por Vagner Costa Fernandes PDF Imprimir E-mail
Escrito por Vagner Costa Fernandes   
Qua, 31 de Maio de 2017 16:21

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras do planeta, o SISFRON, previsto para ser implementado no Brasil em 2021, pode acabar ficando para 2050. Confira o artigo.

vagner-coronel-psdbrj-artigo-internaO Brasil vem sofrendo há décadas, mais precisamente a partir dos anos 1980, com aumento da criminalidade tanto nos grandes centros urbanos quanto no campo. Isso se dá, devido à proliferação do Crime Organizado no País, que é abastecido financeiramente pelo narcotráfico e o seu braço armado pelo contrabando de armas e munições. Associando-se, ainda, ao tráfico de pessoas, à biopirataria e outros.

Nesta última década, podemos constatar o aumento desmedido dos crimes cometidos com armas de fogo, não importando se é dia ou noite, seja nas ruas, escolas, empresas, residências, shoppings, não importa o local, pois os meliantes sabem que a segurança é ineficiente e a impunidade reina no país. Vivemos este momento de terror, principalmente nos grandes centros, tendo em vista a grande facilidade que o crime organizado tem de transportar armamentos, munições e drogas pelas vias terrestres, marítimas e aéreas do Brasil, mantendo as facções ativas nas suas ações criminosas.

Para entendermos o que está acontecendo, temos que nos remeter às nossas fronteiras.

Temos um país com dimensões continentais, ocupando cerca de 47% de todo território Sul-Americano, sendo o 5º maior país do mundo em extensão territorial, faz fronteira com 10 dos 12 países de América do Sul, alcançando 11 estados da Federação. Possuímos ainda, cerca de 23 mil quilômetros de fronteiras, que vai do Uruguai até a Guiana Francesa, sendo cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras secas.

Como podemos constatar, não é fácil realizar a defesa contra ameaça externa e a segurança interna do Brasil, onde as fronteiras deveriam ser a epiderme do território nacional, servindo como anteparo às ações criminosas, preservando o país dos crimes transnacionais e transfronteiriços.

Mas, com a incapacidade do Estado brasileiro em se manter presente na região fronteiriça para fiscalizar as movimentações de qualquer natureza, o controle efetivo do que realmente entra e sai do país acaba sendo prejudicado, refletindo de sobremaneira na ordem interna dos estados, causando a sensação de insegurança e promovendo o aumento da criminalidade.

Para tornar viável o controle das fronteiras, é necessário pesado investimento nos órgãos de segurança e na área de defesa. Como não é possível colocar pessoal (seja militar das Forças Armadas, ou agentes de segurança) ao longo de toda a extensão de fronteira, tem que se pensar em instalar um aparato tecnológico (radares, satélites, sistemas de armas, dentre outras tecnologias) para que haja uma observação da região em tempo real, onde os agentes de segurança possam agir com presteza e realizar incursões cirúrgicas nas eventuais ameaças internas e externas.

O Brasil planejou o maior Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras do planeta, o SISFRON, que deveria ser implementado em 10 anos, ou seja até 2021, ao custo de R$ 12 bilhões, mas até hoje foram disponibilizados um pouco mais de R$ 1 bilhão, sendo assim, a sua implantação definitiva seria daqui a 50 anos!!!!

Diante deste cenário, a insegurança interna aumenta exponencialmente, afetando o dia-a-dia de cada cidadão em todo País. Não é possível que tenhamos cerca de 60.000 mortes de pessoas por ano no Brasil.

 

Rio de Janeiro

Em se tratando do estado do Rio de Janeiro, o crime organizado com suas facções criminosas está em todos os lugares, desestabilizando o Governo que está inerte, moribundo, passando por uma crise sem precedentes, e vem causando incertezas no poder de reação das Forças de Segurança Pública. Hoje, não existe um Plano de Segurança Pública no estado, apenas ações paliativas, como deslocamento da Força Nacional de Segurança para reforçar o policiamento, mas é inócua do ponto de vista do combate direto ao crime organizado, uma vez que até este mês de maio, 62 policiais militares do estado do Rio de Janeiro foram mortos. É um absurdo!

O Estado está sendo solapado pela criminalidade, onde a cidadania e a dignidade da pessoa humana foram seriamente atingidos, pois a morte se tornou banal.

Ao implementar as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) com o objetivo de recuperar os territórios que estavam em poder do Crime Organizado, o Governo deveria ter investido pesadamente na área social dentro das comunidades, mantendo a população pacificada, garantindo-lhes serviços básicos que até então não possuíam. Como não houve a continuidade do Projeto das UPPs, a violência voltou de uma forma assustadora, pois as facções criminosas perceberam a incapacidade do estado em sustentar os programas na área social para prover o bem-estar da população, e retornaram aos seus territórios ora perdidos para as forças do estado.

O estado do Rio de Janeiro tornou-se alvo fácil para a criminalidade devido à desestruturação das UPPs; à falta de investimentos na estrutura policial, incluindo a formação destes policiais, que devido ao alto índice de criminalidade, suas ações tornaram-se mais reativas que preventivas - precisa-se de reciclagem; à falta de liderança; à falta de ações cívico-sociais; ao desemprego; e, associado a isso, a corrupção endêmica. Todos estes fatores corroboram para o estágio falimentar em que se encontra o Estado.

A violência no Rio de Janeiro, aliada à crise institucional abalaram negativamente a economia, devido aos inúmeros roubos de cargas, assaltos a pessoas e a estabelecimentos comerciais e industriais. Com isso, várias lojas e empresas fecharam suas portas e consequentemente trouxe o desemprego, frustrando o empreendedorismo, como também afetando fortemente o turismo.

Portanto, para combater a criminalidade, há necessidade de estabelecer um Plano de Segurança Pública com metas audaciosas; valorizar a estrutura policial; estabelecer políticas públicas com planejamento de longo prazo; e combater a corrupção. Ademais, é preciso atuar fortemente na área de inteligência; em ações conjuntas com as Forças Armadas e Polícia Federal e Rodoviária Federal, com intuito de bloquear e policiar as vias de entrada no Estado; e não se esquecendo do patrulhamento marítimo da Baía de Guanabara; dentre outras.

Aportar recursos nas áreas de defesa e segurança, não é simplesmente gasto, é investimento em vidas. Combater o crime organizado tem como consequência o reestabelecimento da Lei e da Ordem no Estado.

“Art. 144. CF - A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.....”

Temos que resgatar os valores da sociedade, o Patriotismo anda em baixa.

 

Vagner Costa Fernandes - Coronel R/1 do Exército - Filiado ao PSDB Carioca

 

 

 

Add comment


Security code
Refresh

FacebookTwitterYouTubeFlickrRSS
div-icones-home-right
cadeado-intranet01SAP
- Sistema de Administração Partidária. Acesso restrito aos representantes dos Dir. Municipais
div-icones-home-right
icon-email-right01Contato - Tire dúvidas, solicite informação, entre em contato com a gente
div-icones-home-right

div-icones-home-right
banner-convencao-municipal-home-amarelo
div-icones-home-right