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Entrevista coletiva do presidente do PSDB, senador Aécio Neves PDF Imprimir E-mail

Delegação oficial do Brasil foi impedida de cumprir sua missão

CaracasSobre a visita a Caracas

Estamos fazendo a nossa parte. O conjunto das manifestações, não apenas da região, mas de lideranças democráticas de outras partes do mundo, acredito que poderão, sim, sensibilizar as autoridades venezuelanas e levar ao que todos queremos: em um clima de paz e de democracia permitir que a população venezuelana escolha seu destino. Estamos aqui cumprindo o nosso papel já que houve, no meu entendimento, uma omissão grande do governo brasileiro nessa questão.

Viemos manifestar uma posição humanitária, inclusive pedindo o encerramento da greve de fome por parte de Leopoldo Lopez. Buscar, fazer coro, ao lado de outras lideranças democráticas do mundo, pela liberação dos presos políticos, e também cobrar a definição da data das eleições parlamentares, que devem acontecer, inclusive, sob a fiscalização de organismos internacionais. Fomos impedidos de chegar ao nosso destino. O veículo no qual estávamos foi cercado por manifestantes, obviamente a serviço do governo, organizados, colocando em risco a vida dos senadores. É uma demonstração clara de que o governo brasileiro não só se omite; o governo brasileiro, de alguma forma, é cúmplice daquilo que vem acontecendo na Venezuela, e colocou em risco a vida dos senadores brasileiros.

O governo quis impedir um encontro de oposições?

Eu acredito que, se foi essa a intenção, fez da pior forma possível. Hoje inúmeros países já se manifestam em solidariedade a essa nossa visita. Nós viemos em missão de paz, não viemos destituir governos. Nós viemos exigir democracia. E, quando se fala em democracia e quando se fala em liberdade, em direitos humanos, não há que se respeitar fronteiras. O Brasil viveu as trevas da ditadura e foram importantes as manifestações de países democratas e de lideranças democratas para aquele ciclo encerrar-se. E o que é mais alarmante é que o Brasil é hoje governado por uma ex-presa política, que não demonstra a menor solidariedade e a menor sensibilidade com o que vem acontecendo hoje com irmãos seus de luta no passado. São pessoas que lutam apenas pela democracia na Venezuela e estão tendo seus direitos mínimos de liberdade cerceados por um governo autoritário.

Que previdências o sr. acha que devem ser tomadas depois dessa visita?

O presidente do Senado, Renan Calheiros foi muito importante na viabilização dessa viagem que é oficial, e conversamos há pouco. Ele manifestou-se junto à Presidência da República para que haja uma manifestação do governo brasileiro. Inclusive, na minha avaliação, pedindo o retorno do embaixador brasileiro na Venezuela para saber o que efetivamente aconteceu. Infelizmente, uma delegação oficial do Brasil foi impedida de caminhar por Caracas, de cumprir sua missão.

Caracas - 18-06-15

 

 

 

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