| Deputado Luiz Paulo reflete sobre mais um escândalo de nossa república |
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| Sáb, 18 de Fevereiro de 2012 13:54 |
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Que o carnaval não o enterre A revista Veja publicou a matéria intitulada “A sedutora e o poder”, e, como subtítulo, “As explosivas revelações da advogada que uma máfia de corruptos infiltrou no Governo em Brasília.” Para se escrever essa matéria, enquanto fantasia, os autores da matéria, que é assinada por Srs. Rodrigo Rangel e Hugo Marques, seriam escritores de renome internacional na prática dos romances de espionagem, traição, sexo e corrupção. Mas tenho que dar algum grau de credibilidade, até porque as manchetes dos jornais mostram que o Sr. Marcos Valério foi condenado pela Justiça Federal, em Minas Gerais, por diversos crimes ligados a dinheiro público. Esse Sr. Marcos Valério é o mesmo que está no centro do escândalo do mensalão petista, ligada à CPI dos Correios, que fará com que no mês de maio próximo o Supremo Tribunal Federal julgue todos aqueles que estão lá arrolados entre eles o próprio Marcos Valério, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, entre tantos outros de significado política menor. Ora, ao ler essa matéria jornalística e ao ler a revista Veja, volto a dizer: a história é bem conectada. Por quê? Todos sabem que no escândalo do Governo Arruda, no Distrito Federal, a figura central que propiciou tantas e tantas delações foi o Sr. Durval Barbosa, que faria parte de uma quadrilha que teria desviado mais de um bilhão de reais dos cofres públicos. A história começa com o Sr. Durval Barbosa, que era ex-Secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, no Governo Lula, via poderoso Secretário Geral da Presidência Gilberto Carvalho, e o então Advogado Geral da União, Sr. Toffoli, hoje Ministro do STF, que plantou próximo a essas pessoas a senhora advogada Christiane Araújo de Oliveira, que ilustra a capa da revista Veja, para que ela, segundo a história, pudesse passar fatos e provas contundentes a fim de desmontar o Governo Arruda e propiciar a eleição do Agnelo Queiroz. Entretanto, não ficou só nisso. Revela a revista e publica os e-mails que a Sra. Christiane pede ao Sr. Gilberto Carvalho que, na lista tríplice do Ministério Público do Distrito Federal, o Presidente da República possa vir a escolher como promotor o Sr. Leonardo Bandarra, um procurador geral do Distrito Federal. A revista Veja também publica a resposta do Gilberto Carvalho a essa senhora, uma resposta extremamente cortês, como só fazemos àquelas pessoas por quem temos muito afeto: “Querida Christiane, agradeço sua mensagem e me comprometo a levar essa questão ao Presidente Lula. Penso que amanhã mesmo ele vá tomar a decisão e vou te informar. Gilberto”. E o Sr. Bandarra foi nomeado pelo Presidente Lula. Esse Sr. Bandarra tem cinco processos na Justiça,é fortemente envolvido com o sistema de corrupção do Sr. Durval, e a Sra. Christiane fazia a ponte entre o Durval e o PT — Sr. Bandarra este que o Ministério Público quer expulsar da corporação. O elo está mostrado na revista e estranho que essa matéria não tenha tido ainda a repercussão devida, ainda mais quando estariam ligadas à matéria, pelo menos, duas figuras proeminentes da República. Insinua-se que essa senhora teria se encontrado quiçá com o Sr. Gilberto e com o Toffoli num apartamento secreto, onde havia câmeras filmando tudo, pilhas de dinheiro que o Sr. Durval amealhava dos cofres públicos. Um Ministro do Supremo Tribunal Federal não pode ser objeto de nenhuma chantagem, que é uma hipótese que está aqui levantada, ainda mais às vésperas do julgamento do mensalão do PT, com essas figuras públicas da República envolvidas. O estranho que levanta a revista é que o Sr. Gilberto e o Sr. Toffoli seriam pessoas extremamente bem casadas, católicos praticantes, o que não explicaria esses graus de envolvimento. Tudo isso foi investigado pela Polícia Federal e não se tem conhecimento de processos judiciais correndo na Justiça. Será que o caso foi abafado? De outro lado, é Carnaval. O Brasil vai mergulhar no pré-carnavalesco e carnavalesco. As agruras, os desconfortos, enfim, a vida, no seu lado negativo, vai ser esquecido, para todo mundo viver as delícias das brincadeiras de Momo ou alguns setores se recolherem a seus retiros espirituais. E tudo que não for Carnaval, durante quase uma semana, vai ficar adormecido e talvez nem acordem, enterradas pelo período carnavalesco. E essa matéria pode não lembrar Carnaval, mas pelo menos lembra as festas de Baco, deus romano responsável pelas grandes orgias que a Roma antiga produzia. |
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